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Assessor da Diplomacia Pública dos EUA cita Moraes ao comentar carta de Trump ao Brasil

O subsecretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, responsável pela área de Diplomacia Pública, Darren Beattie, criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, pelos “ataques ao [ex-presidente] Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio norte-americano”. A declaração foi feita no perfil oficial do órgão no X (ex-Twitter), que atualmente é liderado por Marco Rubio. Segundo Beattie, o chefe do Executivo dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), impôs a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros como uma “consequência” ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano. Tais ataques são uma vergonha e estão muito aquém da dignidade das tradições democráticas do Brasil. As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente”, escreveu Beattie. ENTENDA Em carta destinada ao presidente Lula, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil. Ele justificou o aumento pelo tratamento que o governo brasileiro deu ao ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro, a quem disse respeitar “profundamente”. “A forma como o Brasil tratou o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional”, disse. “Esse julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”, disse Trump. O presidente dos EUA disse que o aumento das tarifas é devido, em parte, aos ataques insidiosos do Brasil às “eleições livres e aos direitos fundamentais de expressão”. Trump declarou que o STF (Supremo Tribunal Federal) emitiu “centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS” a plataformas de mídia dos EUA. Afirmou que a Corte ameaçou as empresas com multas em “milhões de dólares” e expulsão do mercado brasileiro. As tarifas de 50% valerão a partir de 1º de agosto de 2025. A medida vale para todos os produtos brasileiros enviados para os EUA.

Vídeo mostra momento em que piloto cai e morre durante voo de asa-delta em SP; veja

Brasil – Um piloto de asa-delta, de 54 anos, morreu após perder o controle do equipamento logo após a decolagem, no Morro Santo Antônio, em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 13h deste domingo (13). Morador da Vila Matilde, na capital paulista, o homem caiu de uma altura aproximada de 40 metros em uma área de mata fechada. Durante o voo, ele colidiu com árvores e sofreu múltiplas fraturas. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e realizaram técnicas de salvamento no local. Um médico do helicóptero Águia 10 da Polícia Militar confirmou o óbito da vítima. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Caraguatatuba. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como morte suspeita. A perícia foi acionada e trabalha para esclarecer as circunstâncias do acidente. Veja vídeo: 

Cid confirma que Filipe Martins não viajou aos EUA e nega ter falado de plano para matar Moraes

O coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, confirmou nesta segunda-feira (14) que o ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins não embarcou com ele para os Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022. Ainda assim, admitiu que incluiu Martins numa lista provisória de quem estaria no avião que levou a comitiva de Bolsonaro, com destino a Orlando, na Flórida. Cid prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) na ação em que Filipe Martins é acusado de integrar a suposta organização criminosa que teria tentado dar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A suposição de que ele teria viajado aos EUA, no fim de 2022 sem o registro oficial de saída do Brasil, foi o motivo que levou o ministro Alexandre de Moraes a determinar sua prisão preventiva em 2023, pela suspeita de que ele teria fugido. Desde a época, a defesa de Martins provou que ele nunca deixou o Brasil. Ainda assim, Moraes o manteve preso por cerca de seis meses. Seus advogados sustentam que o objetivo seria pressioná-lo a firmar um acordo de delação premiada, da mesma forma como ocorreu com Mauro Cid, também preso em 2023. No depoimento no STF, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, perguntou a Cid se ele informou à Polícia Federal, em seu depoimento, que havia uma lista definitiva que retirava o ex-assessor internacional do avião com Bolsonaro. Cid respondeu que não. Chiquini então interpelou Cid. “Sabia que foi a lista provisória que colocou ele [Martins] na cadeia?”. Nesse momento, Moraes, relator do caso, interrompeu e comunicou que invalidaria a pergunta. “Não foi a lista provisória, fui eu que coloquei ele na cadeia”, disse o ministro, repreendendo o advogado de Filipe Martins. Cid, depois, confirmou que o ex-assessor internacional não estava no voo com Bolsonaro. “Não estava no avião presidencial”, disse o ex-ajudante de ordens. No processo, Filipe Martins também é acusado de elaborar a minuta de um decreto presidencial que levaria à prisão de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e determinaria a realização de novas eleições. Moraes repreendeu o advogado de Filipe Martins mais uma vez quando ele perguntou a Cid se o coronel queria o golpe. “A pergunta é impertinente, doutor. Eu indefiro a pergunta”, interrompeu o ministro. “Quero saber do ânimo dele”, justificou Chiquini. No depoimento, o advogado Jeffrey Chiquini também fez Cid admitir que imagens de um documento encontrado no WhatsApp em seu celular, e usado pela Polícia Federal como prova da chamada “minuta do golpe”, não tinha o mesmo texto da minuta supostamente elaborada por Martins para decretar a reversão do resultado eleitoral. “Não é minuta, é texto que foi enviado para mim e que ficou acabando nos arquivos do meu celular. É um texto, mal escrito, que não chega a conclusão de nada”, disse Cid. O advogado de Filipe Martins ainda mencionou outro texto, elaborado por Filipe Martins à época, segundo reportagens publicadas na imprensa, no qual Bolsonaro aceitaria sua derrota para Lula. Cid disse que não se lembrava desse texto. “Não me recordo desse texto, o presidente recebia vários textos, mas não me recordo efetivamente desse documento”, disse o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid diz que não falou sobre assassinato de Moraes, Lula e Alckmin em delação No depoimento, questionado por Chiquini, Cid ainda respondeu que, em sua delação premiada, não havia referência a supostos planos de assassinato de Moraes, de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin – acusação que faz parte da denúncia da Procuradoria-Geral da República, com base em investigação da Polícia Federal. Cid também disse que desconhecia, à época, ações de campo para executar a medida – a PGR e a PF sustentam que, em 15 de dezembro de 2022, um grupo de seis militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, seguiram Moraes por vias de Brasília, inclusive perto de sua residência, com o objetivo de prendê-lo ou executá-lo. Segundo a denúncia, a ação foi abortada porque Bolsonaro não teria assinado o decreto que autorizaria a intervenção militar no processo eleitoral. Moraes também rejeitou uma pergunta da defesa de Filipe Martins a Cid sobre se haveria um “planejamento para um golpe”. “Não é o réu que deve responder”, afirmou o ministro. Ainda assim, Cid acabou respondendo que nunca relatou planejamentos. Relatou que, em sua delação, falou sobre a minuta do decreto, e que nela havia apenas previsões do que seria feito – prisão de Moraes, instalação de uma comissão para revisar o resultado das eleições e realização de um novo pleito presidencial – mas não como isso seria feito nem sobre quem executaria tais medidas. “A minuta não dava ordem para ninguém, só tem ações que seriam determinadas, mas não para quem”, contou Cid. No depoimento, o coronel demonstrou ambiguidade sobre conversas que mantinha com o comandante do Exército à época, Freire Gomes. Em princípio, disse que Filipe Martins não fazia parte das conversas. Depois disse que pode ter mencionado seu nome, quando questionado se ele teria “papel central” na elaboração da “minuta do golpe”. “Não fazia parte das conversas. Mas quando conversava com o general, eu comento que o presidente vinha enxugando os decretos. Nas conversas, possivelmente eu posso ter falado nomes”, disse Cid.

Pauderney detona Wilson Lima e escancara rejeição do governador: “ele está muito mal nas pesquisas!”; veja vídeo

Manaus – O deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil) causou um verdadeiro terremoto político ao escancarar, em rede local nesta segunda-feira (14), o que muitos aliados do governo fingem não ver: Wilson Lima está em queda livre na preferência popular e sua candidatura ao Senado pode ser um desastre anunciado. Sem rodeios, Pauderney foi direto ao ponto: Wilson aparece apenas em 5º lugar nas pesquisas de intenção de voto, ficando atrás de nomes com muito mais força política. E o alerta não para aí — deputados estaduais estariam pressionando o governador a desistir da ideia de disputar o Senado e terminar seu mandato no governo. A entrevista de Pauderney caiu como uma bomba no Palácio do Governo. Pela primeira vez, um aliado partidário — ambos são filiados ao União Brasil — rompe o silêncio e admite publicamente o desgaste irreversível da gestão de Wilson Lima. Nas ruas, o reflexo do abandono é visível: violência descontrolada, hospitais em colapso, e uma população completamente desassistida. A sensação geral é de que o governo simplesmente largou o Amazonas à própria sorte. Embora não tenha dito com todas as letras, Pauderney deixou claro, em outras palavras, que Wilson Lima perdeu a conexão com o povo. Suas declarações escancararam o afastamento do governador da realidade da população, ao criticar o abandono das promessas de campanha, a falta de ação e o agravamento da crise na saúde e na segurança pública. A fala do deputado representa o início de um possível racha dentro da base governista e reforça o que já se comenta nos bastidores há meses: o projeto político de Wilson Lima está desmoronando, e até seus aliados mais próximos já cogitam pular do barco. Veja o vídeo da declaração que explodiu nos bastidores: 

Governo do Amazonas cobra R$ 6 bilhões da Amazonas Energia

Manaus/AM – O Governo do Amazonas está cobrando na Justiça uma dívida de R$ 6 bilhões da Amazonas Energia referente ao repasse do ICMS cobrado dos consumidores. Do valor total, R$ 3,6 bilhões já estão inscritos em dívida ativa e R$ 2,3 bilhões ainda tramitam em fase administrativa na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) participa, nesta quarta-feira (16), de uma audiência de conciliação com a concessionária no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A audiência foi autorizada após decisões judiciais, mesmo sem estar prevista no rito processual. O governo já havia obtido decisão favorável no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para retomar a execução fiscal da dívida, e o STJ confirmou que os créditos cobrados não estão com cobrança suspensa, o que permite a continuidade do processo de execução. Segundo a PGE, a Amazonas Energia é hoje a maior devedora da dívida ativa estadual, representando cerca de 30% do valor total. A Procuradoria destaca ainda que, se a dívida fosse quitada, seria possível dobrar o orçamento da segurança pública do Estado para 2025, que atualmente é de R$ 3 bilhões. Além disso, os recursos permitiriam um aumento de 50% no orçamento da saúde, hoje estimado em R$ 4 bilhões, ou uma ampliação de quase 30% no orçamento da educação, previsto em R$ 4,69 bilhões para o próximo ano. A dívida está sendo tratada como prioritária pelo governo estadual.