Agendamentos para unidades móveis dos PACs são feitos via App Sasi

Os atendimentos nas quatro unidades móveis do Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) devem ser agendados pelo aplicativo Sasi, assim como acontece nas unidades fixas. O app está disponível para ser baixado em celulares com sistemas Android e IOS, e é gratuito. Os agendamentos são abertos todas as quintas, por volta das 10h30. Após baixar o aplicativo, o usuário deve se cadastrar informando o nome e o número de celular, com o ddd. Em seguida, o app direciona para outra tela, onde deve ser informado o e-mail, senha a serem usados e aceitar os termos e condições de uso, clicando na caixinha à esquerda da tela. Depois, o usuário vai inserir o código SJPAC e aceitar o termo de uso. Após esse passo a passo, vai abrir uma tela com os seguintes serviços: agendamento; acompanhamento de serviço online; conheça o PAC; ajuda; notícias; e SAC. Clicando na aba “agendamento”, poderá ser escolhido entre o Autoagendamento, onde se pode escolher o local, o dia e horário para atendimento. No botão de Pedidos Emergenciais o usuário também vai poder escolher o local, o dia e horário para atendimento e indicar o motivo pelo qual precisa receber o documento com celeridade. O App Sasi fica aberto para agendamento nas quintas e sextas-feiras e emite uma notificação aos usuários quando o sistema está apto para agendamento. É possível escolher entre todos os 13 PACs, inclusive os de atendimento móvel.
Chacina de 10 pessoas da mesma família foi motivada por chácara no valor de R$ 2 milhões, diz polícia

A Polícia Civil do Distrito Federal informou, em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (27), que os assassinatos que envolveram dez pessoas da família da cabeleireira Elizamar da Silva foram motivados pela venda de uma chácara no Itapoã, avaliada pelos suspeitos em R$ 2 milhões. Segundo o delegado responsável pelo caso, Ricardo Viana, quatro dos cinco presos por envolvimento direto com o crime podem pegar, juntos, até 340 anos de prisão. A polícia prendeu cinco pessoas por envolvimento no crime. Quatro delas seriam o núcleo da associação criminosa: Horácio Barbosa, Gideon Menezes, Fabrício Silva Canhedo e Carloman dos Santos Nogueira. Um último preso, Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como Galego, teria participado de um dos crimes. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido, prestou depoimento e foi liberado. As investigações revelam que o primeiro crime teria ocorrido em dezembro. Os suspeitos simularam um assalto na chácara em que moravam Marcos Antônio, Renata Belchior (esposa dele) e Gabriela Belchior (filha). Eles foram rendidos por Carloman, o adolescente e Fabrício, mas Marcos reagiu e foi baleado na nuca. Horácio e Gideon, que eram funcionários da chácara, também fingiram ser vítimas. Renata e Gabriela foram vendadas, amarradas e levadas para o cativeiro. Marcos, já morto, também foi levado para o cativeiro, esquartejado e enterrado no quintal. Nesse dia, o adolescente teria entrado em pânico, pulado o muro da casa e fugido. Cronologia No início de janeiro, após vender uma casa, a ex-mulher de Marcos, Cláudia Regina Marques, foi envolvida na história. Os suspeitos utilizaram o celular de Marcos para sugerir que Gideon, Horário e Fabrício ajudassem na mudança para a nova residência. Quando ela e a filha, Ana Beatriz Marques, chegaram na nova casa, foram rendidas por Carloman e levadas também para o cativeiro. No dia 12 de janeiro, Thiago Gabriel, que era filho de Marcos Antônio, foi atraído para a chácara no Itapoã por meio de uma mensagem falsa do celular de Marcos. Ele foi rendido pelos suspeitos e, logo depois, eles atraíram também a esposa dele, a cabeleireira Elizamar da Silva, para o local. Ela foi com os filhos e também acabou rendida. Como o adolescente tinha fugido e não queria mais participar dos crimes, Galego foi chamado para os próximos delitos. Os suspeitos levaram Elizamar e as crianças até Cristalina (GO), asfixiaram as vítimas e queimaram o carro da cabeleireira. Nesse momento, Thiago ainda estava no cativeiro. Renata e Gabriela foram mortas dias depois, tiveram os corpos carbonizados dentro de um carro que foi encontrado em Unaí (MG). Thiago, Cláudia e Ana Beatriz foram os últimos assassinados. Eles saíram do cativeiro ainda com vida, em 15 de janeiro, foram esfaqueados próximos à cisterna em que foram encontrados, em Planaltina. Ao todo, os suspeitos levaram 18 dias para executar todo o plano, segundo as investigações da 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá. Vítimas Ao todo, dez pessoas da mesma família foram mortas. Inicialmente, acreditava-se que a cabeleireira Elizamar da Silva era o ponto central do crime. No entanto, segundo as investigações, o sogro dela, Marcos Antônio, foi a motivação inicial das mortes. A ideia dos suspeitos era não deixar nenhum familiar para ficar com a chácara e vender o imóvel, que eles acreditavam valer cerca de R$ 2 milhões. Morreram: Elizamar da Silva, de 39 anos;Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos;Gabriel da Silva, de 7 anos, filho de Elizamar e Thiago;Os gêmeos Rafael da Silva e Rafaela da Silva, de 6 anos, filhos de Elizamar e Thiago;Marcos Antônio, de 54 anos, pai de Thiago;Renata Belchior, de 52 anos; esposa de Marcos;Gabriela Belchior, de 25 anos, filha de Renata e Marcos;Claudia Regina Marques, de 55 anos, ex-esposa de Marcos;Ana Beatriz Marques, de 19 anos, filha de Claudia e Marcos.
AMERICANAS: Incertezas e o medo da demissão dos 44 mil funcionários

A empresa, uma das maiores varejistas do país, anunciou um rombo bilionário e entrou em recuperação judicial para tentar evitar a falência. A Americanas não descartou em um comunicado aos funcionários que vai fazer demissões, e o esperado é que ela faça isso. Mas ninguém – nem a própria empresa – sabe dizer ao certo quanta gente vai ser mandada embora. Outra dúvida é o que acontecerá com os empregados que não forem demitidos. Uma possibilidade é que os salários sejam reduzidos. A Americanas tem ainda R$ 64,8 milhões em dívidas trabalhistas com ex-funcionários, que também vão entrar na recuperação judicial. Tudo terá de ser negociado com os sindicatos e ex-funcionários. A lei dá algumas garantias aos trabalhadores, como receber todos os direitos trabalhistas em caso de demissão e ser os primeiros da fila na hora de receber o que a empresa deve. Mas sua posição é considerada delicada, porque os credores com quem a Americanas tem dívidas maiores terão mais voz neste processo e a situação dos empregados pode ficar ainda mais complicada se a empresa falir. A maior preocupação dos sindicatos no momento é com uma demissão em massa e que a companhia não pague o que é devido aos funcionários que venham a ser dispensados e ex-funcionários. Eles dizem que a dívida total da Americanas, de R$ 41,2 bilhões, a coloca à beira da falência e pediram à Justiça na quarta-feira (25/1) o bloqueio de bens dos seus principais acionistas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. As centrais sindicais apontaram que há quase 17 mil ações trabalhistas em andamento contra empresas do grupo Americanas, que somam R$ 1,53 bilhão, e querem que esse valor seja bloqueado das contas pessoais dos maiores sócios. Elas dizem que houve uma “fraude contábil que se desenrolou durante anos na empresa” e da qual “são os três bilionários os maiores beneficiários da fraude”. A Americanas disse à BBC News Brasil que ainda não foi notificada formalmente da ação e que se manifestará a seu respeito nos autos do processo, dentro dos prazos legais fixados. A Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de ações, está investigando se houve fraude e a responsabilidade dos acionistas. Lemann, Telles e Sicupira disseram em uma nota conjunta que não sabiam do rombo da Americanas e não permitiriam fraudes ou manobras contábeis. As declarações dos acionistas indignaram líderes sindicais. “É inacreditável. Eles estão faltando com a verdade, porque estão envergonhados por terem sido pegos com a boca na botija. Acho que eles se consideravam acima de Deus”, diz Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP). Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, diz que as justificativas apresentadas por Lemann, Telles e Sicupira são um “absurdo”. “Como essas figuras, que comandavam a empresa até o ano passado, não tinham noção do que estava acontecendo? Eles precisam ser responsabilizados. Não é justo o trabalhador pagar essa conta”, diz Márcio Ayer, presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SECRJ). Os sindicatos estão se articulando nacionalmente para negociar com a empresa, que está presente em quase mil cidades, em todas as regiões. Também planejam uma manifestação em 3 de fevereiro no Rio de Janeiro para chamar atenção para a situação dos trabalhadores e cobrar que seus direitos sejam respeitados. “Tem se falado muito dos acionistas e dos bancos, mas não dos trabalhadores. Parece que somos invisíveis. Mas o mais importante de tudo isso são as milhares de pessoas que trabalham para a empresa”, diz Patah. A Americanas afirmou à BBC News Brasil que “se mantém comprometida com a transparência e as obrigações trabalhistas, como prevê a legislação”. Também afirmou que está elaborando “um plano estratégico de otimização dos recursos para que decisões que garantam a sua sustentabilidade tenham efeitos em curto prazo”. A empresa disse que “é comum que haja reestruturação” e reforçou “que manterá todos os seus colaboradores e públicos de interesse informados”. Demissões Na terça-feira (25/1), 300 líderes sindicais de todo o país tiveram uma primeira reunião com a empresa. Em um encontro virtual com o gerente de Recursos Humanos e Relações Sindicais da Americanas, Lúcio Marques, eles pediram que a empresa apresente uma relação de todas as lojas e dos funcionários da companhia para entender melhor quem pode ser afetado. A Americanas disse em seu último balanço, publicado em junho do ano passado, que tem 44.481 funcionários. Quase dois terços estão na região Sudeste. A empresa também tem uma presença relevante no Nordeste e no Sul e um pouco menor no Centro-Oeste e Norte. O executivo da Americanas voltou a afirmar na reunião com os sindicatos que pode fazer demissões, mas não cravou e se justificou dizendo que a empresa ainda está avaliando sua situação financeira e elaborando o plano de recuperação. “Eles falaram que podem fechar lojas deficitárias. Não somos ingênuos, a gente sabe que isso vai acontecer, mas vamos fazer pressão para preservar o máximo de empregos e para que todos os direitos sejam respeitados”, diz Márcio Ayer, do SECRJ. Líderes sindicais dizem que o encontro foi amistoso e que ficou combinada uma nova reunião na próxima semana. A data ainda não foi marcada. “Foi aberto um canal para a negociação e o diálogo, o que é positivo, mas não podemos esquecer que na ponta tem muitos trabalhadores preocupados porque a insegurança e a incerteza são muito grandes”, afirma Ayer. O Ministério Público do Trabalho foi chamado para mediar as conversas, mas diz que vai primeiro acompanhar o andamento da recuperação e ver o que a empresa irá propor. “Está tudo muito recente, não existe neste momento nada que possa ser negociado. Precisa levantar os débitos da empresa e o quadro de credores”, diz Bernardo Leôncio Moura Coelho, coordenador da Divisão Sindical e da Mediação da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região. A empresa tem dois meses a partir da entrada em recuperação judicial, que aconteceu em 19 de janeiro, para apresentar o plano de
Nova Zelândia assolada por inundações repentinas, deslizamentos de terra pelo terceiro dia

O número de mortos na Nova Zelândia devido a fortes chuvas subiu para quatro no domingo, com inundações e deslizamentos de terra na ilha norte continuando pelo terceiro dia. Maltratado desde sexta-feira, Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia, permaneceu em estado de emergência. O meteorologista do país, MetService, alertou para um clima mais severo no domingo e na segunda-feira para a ilha norte. Chuvas intensas também podem causar inundações na superfície e no flash, afirmou o documento. “Sabemos que há potencial para mais condições climáticas adversas hoje à noite”, disse Rachel Kelleher, controladora de gerenciamento de emergências de Auckland, a repórteres. A emergência cobre grandes áreas da ilha norte, com o distrito de Waitomo a cerca de 220 km de Auckland, declarando estado de emergência no final do sábado. Um homem desaparecido depois de ser varrido na sexta-feira em Onewhero, uma vila rural a cerca de 70 km ( 40 milhas ) ao sul de Auckland, foi confirmado morto, informou a polícia. “A parte mais horrível disso é que perdemos vidas”, disse o vice-primeiro-ministro Carmel Sepuloni em Auckland, uma cidade de 1,6 milhão. As mudanças climáticas estão fazendo com que episódios de fortes chuvas se tornem mais comuns e mais intensos na Nova Zelândia, embora o impacto varie por região. O ministro das Mudanças Climáticas, James Shaw, observou o vínculo com as mudanças climáticas no sábado, quando twittou seu apoio às pessoas afetadas pelas inundações. A polícia disse no domingo que estava ajudando no gerenciamento de tráfego e no fechamento de estradas no distrito de Waitomo, depois que fortes chuvas “causaram numerosos deslizamentos, inundações e danos às estradas”. Na vizinha Baía de Plenty, também houve “inundações generalizadas”, disse a polícia, além de um deslizamento de terra que derrubou uma casa e ameaçava as propriedades vizinhas. Milhares de propriedades permaneceram sem energia, enquanto centenas ficaram sem água, disseram as autoridades. Ainda assim, a Air New Zealand retomou os vôos internacionais dentro e fora de Auckland no meio-dia do domingo ( 2300 GMT no sábado ), disse um porta-voz. Primeiro Ministro Chris Hipkins, menos de uma semana no cargo, voou de helicóptero sobre Auckland no sábado e visitou casas atingidas por inundações. Ele descreveu o impacto das inundações na cidade como “sem precedentes” na memória recente. As pessoas fizeram mais de 2.000 pedidos de assistência e 70 evacuações em torno de Auckland – a maior cidade do país – devido à inundação, informou o New Zealand Herald no sábado. *Com informações reuters
Ônibus do Peru cai de penhasco, matando pelo menos 24

Pelo menos 24 pessoas morreram no norte do Peru depois que um ônibus que transportava 60 passageiros caiu de um penhasco na manhã deste sábado, disse a polícia à imprensa local. A agência de supervisão de transportes do Peru (SUTRAN) confirmou o acidente em um comunicado, sem fornecer uma série de mortes ou feridos. A tragédia, envolvendo um ônibus para a empresa Q’Orianka Tours Aguila Dorada, ocorreu no distrito de El Alto, no extremo norte do Peru, disse a SUTRAN. A SUTRAN disse que as primeiras investigações mostraram que o ônibus parecia ter uma inspeção de segurança atualizada e um seguro contra acidentes. Os acidentes rodoviários são relativamente comuns no Peru, com muitos motoristas operando veículos em estradas precárias e sem treinamento adequado. Em 2021, 29 pessoas morreram quando um ônibus caiu de uma rodovia na Cordilheira dos Andes. *Com informações reuters
Eni da Itália assina acordo de gás de US $ 8 bilhões com a Líbia

A empresa italiana de energia Eni e a Corporação Nacional de Petróleo da Líbia assinaram um acordo de produção de gás de 8 bilhões de dólares, disse o presidente-executivo da Eni, Claudio Descalzi, neste sábado. O acordo, que foi assinado no contexto de uma viagem da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, a Trípoli, também envolverá projetos de captura de carbono e energia solar, disse Descalzi em entrevista coletiva. O acordo terá uma duração de 25 anos e terá capacidade de produção de até 800 milhões de pés cúbicos de gás por dia, disse o presidente da NOC, Farhat Bengdara. (Esta história foi corrigida para fixar o valor na manchete para US $ 8 bilhões) *Com informações reuters
Deputada Joana Darc destaca Projeto de Lei que beneficia Comunidade Trans no Amazonas

Em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, data comemorada hoje (29), a deputada Joana Darc (União Brasil) destaca o Projeto de Lei (PL) nº 448/2021, que visa instituir a “Carteira de Identificação de Nome Social – CINS”, para pessoas travestis e transexuais no Estado do Amazonas. O projeto vai beneficiar as pessoas da comunidade dando a elas a oportunidade de usarem o nome em que se reconhecem, bem como são identificadas no meio social. Para a parlamentar, é necessário proteger essas pessoas da discriminação e do preconceito ao citar o nome pela a qual quer ser reconhecida. “O objetivo desse PL é dar proteção às pessoas da comunidade contra humilhações, constrangimentos e discriminações ao utilizarem o nome social, que não é o mesmo do Registro Geral (RG) das pessoas travestis e transexuais, nos órgãos e entidades da Administração Pública do Estado do Amazonas”, defendeu. Em 2022, a deputada foi escolhida como Madrinha da Parada do Orgulho LBGTQIAP+, onde discursou para a comunidade afirmando que seu mandato tem e sempre terá projetos voltados para essa população. Inclusive, enquanto parlamentar que mais tem projetos voltados para a Comunidade, Joana convida todos para participar do Mandato Compartilhado. “As portas do meu gabinete sempre estarão abertas para a comunidade LGBTQIAP+. Inclusive, ano passado, recebi a Bruna La Close, uma mulher trans, para debatermos sobre as pautas que possam beneficiar a causa. Sou aliada nesta luta e convido todos para participar do meu mais novo mandato, que será um mandato compartilhado, com ideias e sugestões de Projetos de Lei voltados para essa causa”, declarou. De acordo com o relatório da Transgender Europe – TGEU, pelo 14º ano consecutivo, ano passado, o Brasil seguiu na liderança dos assassinatos contra pessoas trans no ranking global. A preocupação do PL, proposto por Joana Darc, é com a integridade física, psíquica e social do ser humano, uma vez que são inúmeros os obstáculos na vida civil quando a aparência não condiz com a identificação da carteira de identidade.
Prefeitura de Manaus alerta sobre importância de vacinar as crianças contra a febre amarela

A Prefeitura de Manaus orienta a população sobre a importância de vacinar as crianças menores de um ano contra a febre amarela (FA), doença infecciosa que em sua forma grave pode levar à morte. Embora a capital não registre casos confirmados da doença desde 2001, Manaus está próxima de áreas de floresta, ambiente em que o vírus circula, o que aumenta o risco de transmissão. A vacina contra a febre amarela está disponível nas unidades gerenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e deve ser recebida aos 9 meses de idade, com uma dose de reforço que deve ser tomada aos quatro anos. Dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (DVAE) apontam que a cobertura vacinal em Manaus está abaixo da meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde desde 2017, quando o índice de cobertura de quase todas as vacinas do calendário nacional começou a cair no país. No ano de 2021, a cobertura em Manaus foi de 57,5%, enquanto que no ano passado foi de 66,73%. A vacinação é uma barreira importante para impedir as formas graves da doença que incluem manifestações como dor de cabeça, febre alta, calafrios, cansaço, dor muscular, náuseas e vômitos, dor no corpo, olhos, pele amarelada e até sangramento na gengiva e em outras partes do corpo como nariz, estômago e intestino, que podem levar a pessoa à morte. O subsecretário de Gestão da Saúde da Semsa, Djalma Coelho, enfatiza a missão dos pais e dos responsáveis em proteger as crianças. “Apelamos aos pais e responsáveis que cumpram essa missão e levem seus filhos para tomar o imunizante. A vacina é gratuita e está disponível em nossas unidades. Nós reforçamos que o vírus que transmite a febre amarela também circula na cidade e a vacina impede que a doença comprometa a vida das crianças”, assinala. Sintomas O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, explica que os sintomas da febre amarela são parecidos com os da dengue, mas afetam diretamente o fígado. “Quando a pessoa não é vacinada a chance de vir a óbito é muito grande”, explica. A transmissão da doença ocorre tanto na área silvestre quanto na área urbana. Alciles explica que quando uma pessoa entra na mata sem proteção durante o dia, pode ser picada pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Esses mosquitos por sua vez, se tornam vetores quando picam macacos infectados. Embora a doença não seja transmitida de pessoa para pessoa, seus sintomas debilitam muito e em quadros graves, pode ser fatal”, acrescenta. Outra situação que pode ocorrer é quando a pessoa é picada na área de mata e vem para a área urbana. Ao ser atacada pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da dengue, do zika vírus e da chikungunya, o inseto se infecta e tem potencial para transmitir a febre amarela. “Quem precisa entrar na mata precisa se proteger com uma camisa de manga comprida, calça, chapéu e repelente. Além disso, a pessoa deve estar vacinada”, orienta Alciles.
Urgente: corpo de homem é encontrado enrolado em lençol e com as pernas amarradas

Manaus – Na manhã deste domingo (29), um corpo do sexo masculino não identificado foi encontrado enrolado em um lençol atrás do PAC (Ponto de Atendimento Comunitário) do bairro de Educandos, em Manaus. De acordo com as autoridades locais, o corpo apresentava sinais de tortura e estava com as pernas amarradas, as circunstâncias ainda estão sendo investigadas. A polícia está trabalhando para descobrir a identidade da vítima e determinar as causas da morte. *Com informações cm7brasil
Yanomami: ministério vai a Roraima apurar violação de direitos humanos

O Ministério dos Direitos Humano e da Cidadania vai enviar neste domingo (29) uma comitiva para Boa Vista (RR) que para apurar as violações de direitos humanos que ocorreram com o povo Yanomami. A missão vai durar até 2 de fevereiro e vai visitar comunidades e a base área de Surucucu e conversar com líderes de movimentos da sociedade civil e com representantes do governo de Roraima. Além desses compromissos, também consta na agenda da comitiva reunião, na sede da prefeitura de Alto Alegre (RR) com membros da Secretaria Adjunta de Assistência Social e conselheiros tutelares, além de se reunir com promotores de Justiça e defensores públicos. Essa agenda vai ocorrer sob a orientação do Centro de Operação de Emergências em Saúde Pública (COE – Yanomamis), seguindo as orientações sanitárias para preservação da integridade das comunidades afetadas pela crise que atinge os yanomamis. A comitiva é formada pela secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Rita Cristina de Oliveira; pelo secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves; pela secretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Isadora Brandão Araújo e pelo Ouvidor Nacional de Direitos Humanos, Bruno Renato Nascimento Teixeira. Além da atuação institucional, o ministério está atuando em parceria com organizações da sociedade civil, como a Central Única das Favelas (CUFA) e a Frente Nacional Antirracista, que estão mobilizadas em um esforço emergencial conjunto para que se tenha condições de logística e segurança para desempenharem seus trabalhos com doações de alimentos e suprimentos de saúde.