Ferramenta do Ministério da Economia prevê impactos econômicos de políticas públicas futuras

Já imaginou se fosse possível prever as consequências econômicas de todos os seus investimentos? No âmbito das políticas públicas isso já é realidade. Trata-se do novo modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC), uma ferramenta desenvolvida pela Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura (SDI), do Ministério da Economia, que permite que empresas, autoridade e associações de todo o País avaliem os possíveis futuros impactos econômicos de políticas públicas, antes mesmo de implementá-las. O modelo contempla uma estrutura de 124 setores e 27 unidades federativas e, uma vez alimentado com o maior número possível de informações, pode trazer resultados federais, estaduais e municipais acerca de determinadas políticas públicas, como construção de pontes, hidrelétricas, rodovias, escolas, entre outras. O coordenador geral de Monitoramento de Resultados da SDI, Felipe Tavares, detalha o funcionamento do EGC. “Como você considera a visão total da economia, toda agregada, você consegue tirar efeitos sobre PIB, emprego, renda, consumo, investimentos, exportações, importações, inclusive variáveis ambientais. Você pode calibrar modelos para emissões de CO², desmatamento”. Segundo o coordenador, como o modelo permite a análise para os próximos 20, 30 e até 100 anos após a implementação de um projeto, ele prioriza os investimentos de médio e longo prazo. O professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), Vander Mendes, ressalta que quanto mais informações forem inseridas ao calibrar o modelo, mais precisas serão as projeções. “Você alimenta o modelo no momento presente, de todas as situações atuais: como estão os níveis de impostos, os preços, a produção, tudo o que está acontecendo atualmente. Eles são perfeitos? Não. Mas quanto melhor você calibrar esse modelo, mais próximas da realidade vão ser aquelas projeções”, afirma.
Pandemia estimulou setores econômicos relacionados ao “novo normal”

As complexidades de aliar prevenção à saúde na pandemia da Covid-19 e manter setores econômicos aquecidos foram encaradas por todo o País em 2020, e continuam sendo um dilema para 2021 com a chegada da segunda onda de contaminações. Porém, pesquisas e análises de especialistas mostram que os setores econômicos que mais estiveram relacionados ao “novo normal” foram os que mais encontraram oportunidades de crescimento nos últimos meses. Esse novo contexto encarado pela população brasileira envolve, principalmente, a ampliação de formas de comunicação e trabalho remotos, o maior uso de dispositivos para acesso ao atendimento médico e maior tempo dentro de casa. Todos esses fatores contribuíram para a fomentação de diferentes setores tecnológicos, por exemplo. De acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), a participação do e-commerce no comércio varejista em novembro de 2020 foi de 14,4%, quase o dobro do mesmo mês de 2018 (7,6%). Outra pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que mais da metade das empresas que têm até três tecnologias integradas aos processos registraram, no fim de 2020, um lucro igual ou maior que o período pré-pandemia, enquanto menos da metade das que ainda não se adequaram à modernidade contaram com lucro igual ou maior. O uso da tecnologia hospitalar também ganha destaque e deve ser cada vez mais padronizado nos próximos anos. O Observatório da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) realizou um levantamento que apontou que 75% dos hospitais realizavam práticas da telemedicina, e para 77,8% o uso das ferramentas de tecnologia da informação tem alterado de forma positiva a performance do hospital durante a pandemia. Na visão de Hugo Cândido, especialista em e-commerce e consultor em tecnologia, duas indústrias que apresentam destaque econômico neste momento são aquelas voltadas para os equipamentos domésticos e os suprimentos hospitalares. A pandemia também forçou a população a adquirir novos estilos de vida. E outro mercado que foi aquecido com práticas da pandemia foi o setor de pets, “que se tornaram praticamente parceiros de home-office”, diz Nelo Marraccini, presidente-executivo do Instituto Pet Brasil. Com base no terceiro trimestre de 2020, o mercado pet brasileiro apresenta projeção de crescimento de 13,3%, em relação aos números de 2019, com faturamento previsto de R$ 40,1 bilhões. Até o final de 2021, a cifra é 6,88% maior do que aquela projetada nos primeiros seis meses de 2020. Atualmente, o Brasil tem a segunda maior população de cães, gatos e aves canoras e ornamentais em todo o mundo, sendo o terceiro maior País em população total de animais de estimação. Nelo lembra que a pandemia afetou economicamente as famílias, mas os pets não foram tão afetados por conta da percepção afetiva de que eles são “parte da família”. “Por isso, mesmo em períodos de dificuldade econômica, o consumidor não para de cuidar da saúde e bem-estar do animal. Ele pode optar por um produto mais em conta, que é normal, mas não deixam de fazê-lo. Paralelamente, passando mais tempo em casa por conta do distanciamento social, as famílias começaram a dar mais atenção aos pets”, afirma. Dentro desses novos hábitos, destacam-se ainda o crescimento dos setores relacionados aos produtos do lar e os gastos com produtos alimentícios, em estabelecimentos físicos e plataformas on-line. Especialistas destacam ainda que a busca por soluções tecnológicas diante dos cenários que enfrentam dificuldade este ano, como educação ou cultura, podem ser alternativas de crescimento.
Vasco joga mal, perde para o Fortaleza e se complica ainda mais na luta contra o rebaixamento

Tragédia em São Januario, desde antes de a bola rolar. O Vasco entrou em campo sem Cano, que foi desfalque durante a semana por uma gastroentrerite. Vanderlei Luxemburgo promoveu alterações, o time colocou uma bola na trave no primeiro minuto… Mas logo vieram o primeiro gol, o segundo, a imponência do rival e uma derrota por 3 a 0 para o Fortaleza. Com o resultado no Castelão, nesta quarta-feira, o Cruz-Maltino segue na zona de rebaixamento, com 37 pontos, e vê o Leão do Pici abrir quatro pontos. Veja os Gols: A reta final do jogo foi marcada por duas chance do Vasco. Gabriel Pec, Cano e só. Do lado mandante, uma de Romarinho, duas de Wellington Paulista e fortes dores de Henrique, após lance com Paulão. O zagueiro do Fortaleza caiu com o pé na perna do lateral vascaíno, mas não recebeu cartão. O desespero do jogador vascaíno poderia ser também uma ilustração do problema da equipe na tabela do campeonato
Tarifa de energia em Rondônia reduziu em média 11,29% com MP 998

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu em média 11,29% a tarifa de energia em Rondônia. A redução, que deve vigorar no estado até dezembro deste ano, é resultado da MP 998/2020, que tem como meta principal a redução do custo da tarifa para o consumidor, no médio e longo prazo, garantindo também a isenção do pagamento das faturas de energia para os consumidores de baixa renda em meio à pandemia, por meio da Conta-Covid. A medida, que remaneja recursos no setor elétrico para permitir a redução de tarifas de energia, seguiu para sanção presidencial após passar pelo Senado na última quinta-feira (4). Ela foi aprovada como projeto de lei de conversão (PLV 42/2020). A MP havia saído da Câmara em meados de dezembro, às vésperas do início do recesso parlamentar, e foi uma das primeiras pautas debatidas este ano, já que a medida provisória perderia a validade se não fosse votada até o dia 9 de fevereiro. O projeto de lei de conversão concede prazo de cinco anos às distribuidoras da Região Norte para aplicação de parâmetros de eficiência na gestão econômica e financeira, sem que sejam alterados parâmetros relacionados à qualidade do serviço prestado. O objetivo é mitigar efeitos econômicos em concessões que encontraram dificuldades em atender aos parâmetros dos contratos em razão dos efeitos da crise provocada pela covid-19. O texto prevê mudança no critério de recolhimento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que passará a ser regional. A medida permitirá que os consumidores do Acre e de Rondônia tenham a mesma cobrança que os demais consumidores da região Norte (atualmente, eles contribuem como se estivessem nas regiões Sudeste e Centro-Oeste). Os consumidores dos estados do Norte não precisarão mais pagar pelos empréstimos fornecidos às distribuidoras na época em que elas estavam sob controle temporário da União, que precedeu a privatização. Os empréstimos foram bancados pela Reserva Global de Reversão (RGR), um encargo cobrado na conta de luz
Lançado edital para construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde

Foi lançado o edital de licitação para construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz. Todo o local será voltado para áreas de pesquisa, inovação, desenvolvimento tecnológico e pela produção de vacinas, reativos e biofármacos. Segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o novo complexo conta com o apoio da Pasta. Ele afirma, ainda, que o Brasil precisa ser autossuficiente na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos, na produção de vacinas, de insumos, para combater esse e os outros vírus que possam surgir. O complexo contará com uma área de 580 mil metros quadrados, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a cerca de 57 quilômetros do campo Manguinhos, também localizado no Rio de Janeiro. As instalações vão contar com tecnologias avançadas. Isso permitirá que a Fiocruz aumente em quatro vezes a capacidade de imunobiológicos, fornecendo mais de 600 milhões de doses de vacinas e de frascos e seringas de biofármacos.
FCecon recebe usina de oxigênio

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) inaugura, nesta quinta-feira (11), uma usina geradora de oxigênio doada pela campanha SOS AM, composta por vários grupos que realizam doações a unidades de saúde e à população desde o colapso com a falta de oxigênio nas unidades de saúde do Amazonas. A usina tem capacidade para produzir até 27 metros cúbicos (m³) de oxigênio por hora e atende a atual necessidade da FCecon praticamente em sua totalidade.
Após noite “péssima” Abel vê problemas em tomadas de decisão e “gols inexplicáveis”

Abel Braga justificou a derrota do Inter por 2 a 1 para o Sport por conta de erros em tomadas de decisão na noite desta quarta-feira. Apesar de ver o time com volume de jogo mesmo após o cartão vermelho de Uendel, o técnico reconheceu que as falhas custaram o fim da invencibilidade de 12 partidas no Brasileirão. O comandante abriu a coletiva a seu estilo. Sincero, Abelão disse que não era uma noite boa, mas “péssima”. O ídolo colorado se apegou às estatísticas para valorizar a postura diante do Leão, que não se concretizou no resultado e quebrou com a longa sequência de sucessos. – No momento difícil (os primeiros jogos após a chegada), teve uma relação extraordinária do grupo. Você não pensa que o projeto será castigar meus jogadores. Você não pode esquecer de uma coisa. Os dois gols foram em erros graves, mas não importa. Com um a menos, finalizamos 17 vezes contra sete, quase 59% de posse. Um jogo de ataque versus defesa – declarou.
AUXILIO EMERGÊNCIAL

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que tem um espaço limitado. Entendemos a necessidade disso, mas temos que estudar o que pode ser feito”, Para Campos Neto, no atual cenário econômico, com as fragilidades fiscais do país e a alta inflação, o efeito negativo de se gastar mais pode anular ou superar o benefício da liberação de recursos para a população. Ele ainda entende que há consenso tanto no Legislativo como no Executivo para a responsabilidade fiscal em relação a recriação de programas emergenciais. “Achamos importante passar a mensagem para o governo de que temos espaço limitado para manobras. Temos que ser sérios sobre a narrativa que temos de ir em frente com o que será feito para alcançar a convergência fiscal”, completou. Campos Neto destacou que o Banco Central do Brasil tem um regime de metas inflacionárias. “Olhamos para a inflação. Essa é nossa meta número um”, afirmou. A expectativa dele é que, com o fim dos programas emergenciais de manutenção da renda e apoio social aos brasileiros mais vulneráveis, a alta de preços seja absorvida.
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