Novidade no primeiro Sincerão do ‘BBB 26’! Pela primeira vez, público participará da dinâmica; saiba mais

Tadeu Schmidt antecipou informação de que sincerão teria arquibancada com público
Governador Wilson Lima vistoria obras da Policlínica e do Hospital-Dia do Complexo Hospitalar Sul, que ultrapassam 80% de execução

Nova unidade vai fortalecer o atendimento pós-alta e melhorar o fluxo de atendimento no HPS 28 de Agosto e no Instituto da Mulher Dona Lindu
Vereador de Manaus ameaça empresário de comunicação nas redes sociais; veja o vídeo

O vereador de Manaus Sargento Salazar (PL) publicou nesta segunda-feira (19) um vídeo nas redes sociais com ameaça direta de morte ao empresário Hugo Guimarães, proprietário do portal AM POST. A reação ocorreu após a divulgação de reportagens que questionam a atuação política do parlamentar e seus gastos com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), com base em dados oficiais da Câmara Municipal de Manaus (CMM). No vídeo, Salazar abandona qualquer tom institucional e parte para a intimidação explícita. “Eu aprendi foi a atirar”, diz o vereador, em fala que sugere uso de arma de fogo contra o empresário. Ameaça direta e discurso violento A fala publicada voluntariamente pelo próprio parlamentar nas redes sociais, não deixa margem para interpretações brandas. Ao mencionar armas e insinuar execução física, Salazar cruza a linha entre crítica política e ameaça criminal. “Ah tu quer ir para a porrada comigo? Tenta a sorte. Primeiro que eu não sei brigar, eu aprendi foi atirar. Experimenta me agredir na rua para ver se eu não vou fazer tu usar duas antenas parabólicas uma em cada perna”, disse. O termo “antena parabólica” é uma gíria comum no meio policial e hospitalar para se referir aos fixadores externos de metal (Gaiolas de Ilizarov), utilizados em fraturas expostas gravíssimas, geralmente causadas por projéteis de arma de fogo. VEJA O VÍDEO: O ataque ocorre em resposta a matérias que detalham gastos do vereador com a CEAP em 2025, que somam R$ 316.557,01. Os números citados nas reportagens têm como fonte o Portal da Transparência da Câmara Municipal de Manaus, ou seja, dados públicos e verificáveis. Além disso, Salazar também se mostrou incomodado por matéria que aponta que seu nome foi citado nos bastidores da política amazonense como uma possível opção para compor a chapa do senador Omar Aziz, pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026, conforme informação da jornalista Rosiene Carvalho, que afirma ter apurado o cenário com diversas fontes ligadas ao grupo político do senador. *Com informações do Portal AMPost
ARTIGO: Ônibus incendiados e lugar de fala

Por Warly Bentes Pontes Jr. Paus e pedras. Essas eram as armas de uma população que cansada das péssimas condições do transporte público em Manaus, depredou e queimou vários ônibus numa manhã de setembro. Sem lideranças, sem organização de movimentos sociais, sem partidos políticos, sem palavras de ordem… Na hora de sair de casa para trabalhar ou estudar, pais e mães, chefes de família, jovens, estudantes, gente simples de um bairro pobre e sofrido da periferia, explodiram numa revolta histórica. Resultado de uma ebulição social que já durava anos. Uma manifestação forte e naturalmente humana. E eu estava lá e vi tudo acontecer. Era 1988, véspera das eleições municipais. Eu desde o primeiro período de Jornalismo na UFAM (Universidade Federal do Amazonas) já estava empregado como “foca” (repórter inexperiente) na TV Amazonas (Rede Globo), levado pela jornalista Shirley Assis, colega da faculdade. Para chegar ao campus universitário e à emissora, muitas vezes enfrentei as péssimas condições dos ônibus da cidade: eram poucos, velhos, circulavam lotados e de vez em quando ficavam em pane no meio do caminho. Eu sabia, portanto, o que a população de Manaus enfrentava. No dia da “Revolta do São José” (nome do bairro originado de invasões de terras) eu cheguei cedo à redação do jornalismo da emissora. O núcleo era comandado pelo jornalista Sérgio Bartholo, o Serginho. Ele disse que alguém ligou avisando sobre o clima no bairro e nos enviou para ver o que estava acontecendo. Entre os membros da equipe estava o talentoso cinegrafista Sidney Mendonça. O motorista era o “Gaúcho” (não lembro do seu nome, nem quem era o operador de áudio), éramos 4 profissionais na equipe. Quando chegamos o “quebra-quebra” estava em andamento. Fomos os primeiros da imprensa a chegar ao local e fiz imediatamente um “Stand Up” (um flash, um vídeo rápido com as primeiras informações) para entrar imediatamente no ar. Fizemos vários no decorrer da manhã. O equipamento de gravação era o U-matic da Sony, com a câmera separada do gravador – grande e pesado – ligados por cabos. O Gaúcho tinha que levar a fita pessoalmente até a emissora para edição e exibição. Durante umas 3 horas, os moradores sequestraram, quebraram e incendiaram 7 ônibus e 2 caminhões e os empurravam de uma ribanceira (um morro) onde passa a rua principal do bairro São José. Eram muitos moradores revoltados que quebraram ainda paradas de ônibus, rasgaram cartazes e destruíram placas de outdoor com propaganda de políticos. A polícia só interveio na situação por volta das 11 horas da manhã prendendo os mais exaltados. O prefeito na época, Alfredo Nascimento, foi ao local tentar acalmar os moradores. Mas foi hostilizado e teve que sair escoltado pelas forças de segurança. Os moradores também agrediram e expulsaram dali jornalistas de outras emissoras de TV e de jornais impressos, especialmente os do jornal “A Crítica”. Quem os expulsou identificavam-os como apoiadores do “candidato do poder” (Gilberto Mestrinho apoiado pelo governador Amazonino Mendes). De fato, poucos dias depois Artur Neto, oposição, ganhou a eleição para prefeito de Manaus. E a revolta de São José teve um peso significativo na sua vitória. Antes da eleição, Artur foi pedir votos nas salas de aula da faculdade. Quando me viu, ele reconheceu a força política do fato e elogiou minhas reportagens naquele dia. Mas o mérito nunca foi só meu. Quando um repórter ou apresentador aparece na tela da TV ele é só a parte visível do trabalho de toda uma equipe de profissionais. Além de Serginho e Sidney Mendonça, lembro ainda de outros colegas na cobertura daquele dia: Marcus Alberto Stoyanovitch, Jacira Oliveira, Francisco Santos, Benjamin, Evandro Lobo, João Vicente, Fernando Reis, Ademar Serra, Marcos Santos e tantos outros. Nossa equipe de reportagem foi a única que os revoltosos deixaram ficar trabalhando no local, por causa das entradas durante a programação da TV. Eles disseram que éramos os únicos a mostrar a “verdade” dos fatos. Até hoje circula na internet um vídeo da minha matéria principal sobre esse dia. Eu, jovem, magro, feio, todo mal vestido e com cabelo (rs). VEJA O VÍDEO: Nos dias atuais o conceito de verdade e o papel do jornalista diante dos fatos geram muitas discussões. Naquele dia eu fiz o que aprendi como repórter da Rádio Alvorada de Parintins (AM) e com os colegas jornalistas daquela redação: escrevi, falei o que vi e deixei que as pessoas expressassem sua fúria. Sem emitir opinião, sem julgar, sem atribuir valor… Quem falou sobre o sofrimento com a precariedade dos ônibus foram as pessoas que eram obrigadas a utilizar eles todos os dias. O povo daquele bairro teve VOZ através do jornalismo da TV Amazonas, como dizem, hoje, os “intelectuais” e formadores de opinião, teve seu “LUGAR DE FALA”. Será que esse conceito, tão explorado por alguns, se aplica a nossa cobertura jornalística da revolta de São José? Vejamos. Historicamente a expressão “lugar de fala” emerge no interior das teorias críticas do século XX, especialmente a partir do feminismo negro, dos estudos pós-coloniais e da teoria crítica da raça. Seu ponto de partida é legítimo: nem todos falam a partir das mesmas condições históricas, sociais e simbólicas, e ignorar isso produz injustiça epistêmica. Autoras como Gayatri Spivak, ao perguntar “Pode o subalterno falar?”, evidenciam como estruturas de poder moldam quem pode ser ouvido. No mesmo sentido, Patricia Hill Collins demonstra que o conhecimento não é neutro: ele nasce de posições sociais concretas, historicamente situadas. Até aqui, o conceito funciona como ferramenta crítica — não para calar, mas para revelar assimetrias invisíveis no debate público. O problema começa quando o lugar de fala deixa de ser categoria analítica e se converte em critério de exclusão discursiva. Nas redes sociais, o conceito passa a operar como selo moral de autorização: “você não pode falar sobre isso”, “sua opinião não conta”. A discussão deixa de ser julgada pela consistência dos argumentos e passa a ser decidida pela identidade de quem fala. Aqui, a crítica filosófica se impõe. Para Jürgen Habermas, a legitimidade do debate público
Prefeitura de Manaus sanciona lei complementar que permite regularização de construções com compensação urbanística

A Prefeitura de Manaus deu um passo importante para fortalecer o ordenamento urbano e garantir mais equilíbrio entre o interesse privado e o coletivo. Sancionada no início de janeiro, a Lei Complementar nº 29/2026, instituída por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), cria o mecanismo da compensação urbanística como instrumento legal para a regularização de imóveis construídos em desacordo com o Código de Obras e Edificações e com as Normas de Uso e Ocupação do Solo do município. Na prática, a nova legislação estabelece critérios objetivos para que edificações que não atendem integralmente as regras do Plano Diretor possam avançar no processo de regularização, mediante indenização ao município pelos impactos urbanísticos causados. A medida se apoia nos princípios do direito urbanístico e ambiental e busca corrigir distorções históricas, permitindo que o crescimento da cidade aconteça de forma mais organizada, transparente e sustentável. De acordo com o diretor-presidente do Implurb, Carlos Valente, a lei cria uma alternativa moderna para situações comuns enfrentadas por proprietários de imóveis antigos. “A Lei Complementar nº 29 estabelece critérios para a regularização e compensação urbanística de edificações em desacordo com o Plano Diretor. Se o imóvel não consegue atender a exigências como afastamentos, taxa de ocupação, permeabilidade ou vagas de estacionamento, o proprietário pode dar entrada com um processo no Implurb. As não conformidades são analisadas tecnicamente e apreciadas pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU). Após o deferimento, o processo retorna ao Implurb, que calcula a compensação necessária para viabilizar a regularização”, explicou. A medida apresenta uma forma de trazer para a legalidade construções que não seguiram normas urbanísticas, mas que não proporcionam riscos quanto à estabilidade, segurança, higiene e salubridade para a população. Contrapartida A compensação urbanística funciona como uma contrapartida em benefício direto da cidade, podendo ser revertida em ações como apoio à criação de áreas verdes, manutenção de unidades de conservação ou melhorias em espaços públicos. O instrumento se aplica a imóveis privados e também àqueles pertencentes à União, ao Estado e ao município, sempre com análise técnica prévia do Implurb e deliberação do CMDU. Carlos Valente destaca que a nova lei responde a demandas recorrentes da população, muitas delas ligadas a questões familiares, sucessórias ou financeiras. “É muito comum recebermos pessoas que precisam vender o imóvel, fazer um inventário ou obter financiamento, mas não conseguem, porque não têm o Habite-se. São casas construídas há 25, 30 ou até 40 anos, e a legislação mudou ao longo do tempo. Esse instrumento vem justamente para ajudar essas pessoas a avançarem na regularização”, afirmou. Limites A norma estabelece limites claros para a aplicação da compensação urbanística. Somente poderão ser regularizados imóveis que não invadam logradouros públicos ou áreas vizinhas; estejam fora de Áreas de Preservação Permanente (APP); não interfiram na segurança de voo; não estejam em áreas de risco; não apresentem riscos estruturais ou sanitários não mitigáveis; e não sejam bens tombados ou em processo de tombamento pelo patrimônio histórico. O diretor-presidente reforça ainda o caráter preventivo da legislação e orienta os proprietários a buscarem a regularização com antecedência. “A recomendação é regularizar o imóvel enquanto está tudo tranquilo. A gente vê muita gente chegar em situação de desespero, precisando vender o imóvel para custear um tratamento de saúde, por exemplo, e descobre que nenhum banco financia sem Habite-se. Regularizar antes evita transtornos enormes quando a urgência aparece”, alertou. O pedido de regularização não isenta o proprietário do pagamento de impostos, taxas e multas municipais, e o valor da indenização será calculado com base na área total em desacordo; valor de referência; índice de compensação; e zona fiscal (setor urbano, corredor ou zona de transição), resultando na fórmula VC = A x VR x IC x ZF, prevista na própria lei. Com a Lei Complementar nº 29/2026, Manaus passa a contar com um instrumento moderno de gestão do território, capaz de conciliar legalidade, justiça urbanística e interesse público, ao mesmo tempo em que oferece uma nova oportunidade para quem busca regularizar seu imóvel de forma responsável.
Governo do Amazonas abre novas vagas para o Curso de Defesa Pessoal Feminina em núcleos fixos de Manaus

Projeto que já impactou mais de 3 mil mulheres fortalece política pública de proteção, esporte e autonomia feminina
Preme 2026: ADS divulga lista de credenciados para fornecimento de alimentos do cardápio das escolas estaduais

Ao todo, foram feitas 1.206 habilitações, entre produtores rurais individuais, associações, cooperativas e agroindústrias, de 44 municípios do estado
O TRÁFICO AGRADECE: Alexandre de Moraes decide que vender crack, por si só, não justifica prisão

O ministro do STF considerou desproporcional prender um criminoso preventivamente por apreensão de 12 pedras da droga
Centros de Convivência abrem inscrições para as atividades de 2026

As matrículas e rematrículas acontecem em todas as sete unidades localizadas em diferentes zonas da capital
Prefeitura de Manaus divulga resultado de vagas nas Creches Municipais nesta terça-feira

O resultado do período de inscrições de vagas para as creches, da Prefeitura de Manaus, coordenadas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), será divulgado, nesta terça-feira, 20/1, por meio do link oficial: inscricaocreche.semed.manaus.am.gov.br. No total, foram realizadas 9.791 inscrições, de acordo com dados do sistema de monitoramento da Empresa de Processamento de Dados Amazonas S/A (Prodam). O secretário municipal de Educação, Júnior Mar, reforçou o compromisso da gestão com a ampliação do acesso à educação infantil e fez um alerta aos responsáveis para que fiquem atentos às divulgações oficiais. “É fundamental que os responsáveis acompanhem os canais oficiais para não perderem o prazo de confirmação da vaga. Nosso objetivo é que todas sejam ocupadas, pois a Semed está preparada para receber as crianças com segurança, estrutura adequada e profissionais qualificados”, afirmou o secretário. Da soma total de inscrições, foram realizadas para o maternal 1, 1.971, e 3.520, para o maternal 2, e computados para o maternal 3, 4.300 inscritos. O período do calendário de matrículas foi realizado de 6 a 13 deste mês, via on-line. A Prodam comunicou, ainda, que 56% das inscrições foram direcionadas para as creches de ensino integral. Ao passo que, 24% foram em unidades do turno vespertino e 20% em unidades de ensino do turno matutino. De acordo com dados da Prodam, as creches municipais que tiveram maior procura no período de inscrições foram: Maria Luiza da Conceição Silva (zona Leste), Professora Virgínia Marília Mello de Araújo (zona Leste), Libânia Theodora Rodrigues Ferreira (zona Oeste), Ana Lopes Ferreira (zona Oeste) e Gabriel Corrêa Pedrosa (zona Oeste).