Mesmo diante dos constantes questionamentos do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que acabaram por se tornar ponto importante do debate público, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue o cronograma das eleições com o mesmo planejamento.

Na última semana, o chefe do Executivo voltou a colocar em dúvida os resultados eleitorais e a dizer que é necessário implementar as sugestões apresentadas pelas Forças Armadas ao TSE, para ampliar a confiabilidade do processo eletrônico de votação.

O presidente da Justiça Eleitoral, ministro Edson Fachin, no entanto, declarou que as mudanças consideradas indispensáveis já foram realizadas e que as urnas são seguras. “O voto é secreto, e o processo eletrônico de votação, conquanto sempre suscetível de aprimoramentos, é reconhecidamente seguro, transparente e auditável”, afirmou.

A resposta do tribunal para os questionamentos das Forças Armadas sobre o processo eleitoral rendeu 700 páginas e foi divulgada em fevereiro.

Teste de confirmação

De 11 a 13 de maio será realizado o Teste de Confirmação. No evento, os investigadores que participaram do TPS, realizado de 22 a 27 de novembro de 2021, voltam ao TSE para conferir se as soluções aplicadas pela equipe técnica foram suficientes para aperfoiçoar os pontos encontrados anteriormente.

Em 30 de maio, o TSE publicará toda a documentação e as conclusões produzidas pela Comissão Avaliadora do TPS 2021. Em 12 de setembro, termina o prazo para que os sistemas eleitorais e programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras sejam lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.

No ano passado, 26 investigadoras e investigadoras realizaram 29 planos de ataques contra as urnas eletrônicas e somente cinco deles tiveram algum tipo de “achado” relevante, que serão novamente executados no Teste de Confirmação após as melhorias implementadas pela Justiça Eleitoral.

Achados em checagem

Dos cinco participantes do TPS conseguiram apontar falhas em fases iniciais do sistema das urnas, nenhum alcançou o programa das urnas em si. Agora, esses profissionais voltam para conferir as aplicações e certificar o aperfeiçoamento realizado.

Confira o que foi encontrado em 2021 e será checado novamente no mês de maio.

Ao Metrópoles o TSE voltou a ressaltar que essa é uma etapa do calendário eleitoral e que “o Teste Público de Segurança (TPS) é um evento fundamental no processo de preparação das eleições e de aprimoramento da segurança do processo eleitoral. Ele é realizado desde 2009 e faz parte do calendário eleitoral”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *