As viagens internacionais da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, têm despertado atenção não apenas pelo valor, mas também pela forma como vêm sendo custeadas.
Agora, o vereador de Curitiba (PR), Guilherme Kilter (Novo), entrou com pedido para que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, seja ouvida em uma ação popular que contesta a legalidade de suas viagens internacionais custeadas pelo governo.
O processo tramita na 9ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal e é movido por Kilter em conjunto com o advogado Jeffrey Chiquini da Costa, defensor de Filipe G. Martins em inquérito que apura suposta ‘tentativa de golpe’.
A ação busca anular os atos administrativos que autorizaram as despesas e, se aceita, obrigará Janja a devolver os valores ao erário.
De acordo com dados do Painel de Viagens do Executivo, desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as passagens da primeira-dama em voos comerciais já custaram cerca de R$ 237 mil. Em diversos deslocamentos, Janja voou em classe executiva — benefício permitido apenas a ministros e servidores em funções específicas.
Os números não incluem viagens feitas pela Força Aérea Brasileira (FAB) nem os gastos da equipe que a acompanha, formada por mais de dez pessoas, incluindo fotógrafos, assessores de imprensa, cerimonial e um militar que atua como ajudante de ordens.
Segundo informações publicadas pela colunista Andreza Matais, do Metrópoles, a primeira-dama e seus assessores costumam comprar bilhetes aéreos próximos às datas de embarque, o que encarece ainda mais os deslocamentos.
Das 144 viagens em voos comerciais registradas até agora, 140 foram adquiridas com 15 dias ou menos de antecedência. No caso de Janja, nenhuma passagem foi comprada com prazo superior a nove dias.
Kilter defende que a esposa do presidente não pode utilizar recursos públicos como se ocupasse cargo oficial. “A Janja precisa explicar à Justiça, pessoalmente, por que está utilizando dinheiro e estrutura do governo como se fosse agente pública. Essa prática fere princípios básicos da legalidade e da moralidade administrativa. Se ela não tem cargo, não pode ter tratamento oficial nem gastar como se tivesse”, afirmou o vereador.
(Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Metrópoles)











